quarta-feira, 20 de maio de 2009

Longe de qualquer coisa, menos você.



'Como uma vida pode mudar em apenas uma semana?', essa é a pergunta que faz minha mente se contorcer atrás de alguma resposta descente. Tenho acordado madrugadas, andando descalço, com a calça do pijama larga serpenteando ao longo do corredor, com certas preocupações. Coço minha nuca, e nada encontro. Fecho meus olhos, e a única coisa que vem, é imagem do causador disso tudo. Minha vida virou de cabeça para baixo, mas não vejo como algo ruim, e sim incerto. Sinto vontade de não rever tanto meus princípios, e fazer coisas por impulso, mas isso já me trouxe muitos prejuízos. Só que constatei que, se eu pensar antes de agir, faz com que haja a hesitação e a maior probabilidade de desistir, e se eu fizer sem ao menos deixar meu cérebro processar minhas vontades que o driblam, poderia haver a decepção, a rejeição. Então, a vida pára, não consegue seguir, e eu me torno o problema para meu próprio humor, ou possível felicidade (Momentânea, como na maioria das vezes.).
Eu queria estar certo do que se passa dentro de mim. São tantas incertezas, que chego ao limite de me perguntar quem eu realmente sou. Eu odeio, odeio definitivamente meu caráter. Este que foi moldado em mim, além de me proporcionar muitos momentos bons, a maioria foi de desespero onde a indecisão reina e me faz desmoronar em perguntas. Mais e mais perguntas. E eu tenho uma fraqueza: a carne. É ela que me proporciona o prazer mais esperado, a insanidade entre gemidos, o suor desesperado, o tremor dos membros contraídos... E nela me perco, me abasteço, e me encontro. Há sentido no que digo? Não, ou talvez, mas um 'sim' não existe como resposta.
Eu queria saber me satisfazer num corpo só, me dedicar à apenas um alguém, e viver uma vida normal ao lado de quem eu viria a escolher. Só que eu não aprendi ainda essa lição da vida, e acho que nem os tombos que ela deu/dá/dará em mim fará com que isso mude.
Meu coração está trepidando, oscilando, e desejando. Meu corpo lateja, lateja sempre por mais e por outros. Eu não sei, eu não sei. E é essa frase que me define, definitivamente.
Que seja. Será possível eu estar amando de novo? Mais uma vez, tão repentinamente e num prazo muito curto de tempo? Talvez. E isso está me fazendo mal. Uma vez que eu me denominei a decepção, não foi da boca para fora.

Brian.

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